Haitian Creole speakers reading and listening to Brazilian Portuguese words is there a cognate facilitation effect?
Título principal
Haitian Creole speakers reading and listening to Brazilian Portuguese words [recursos eletrônico] : is there a cognate facilitation effect? / Pietra Cassol Pigatti ; orientadora, Mailce Borges Mota ; coorientador, Kenneth Pugh
Data de publicação
2024
Descrição física
339 p. : il.
Nota
Disponível somente em versão on-line.
Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Linguística, Florianópolis, 2024.
Inclui referências.
Haitian Creole speakers reading and listening to Brazilian Portuguese words [recursos eletrônico] : is there a cognate facilitation effect? / Pietra Cassol Pigatti ; orientadora, Mailce Borges Mota ; coorientador, Kenneth Pugh
Data de publicação
2024
Descrição física
339 p. : il.
Nota
Disponível somente em versão on-line.
Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Linguística, Florianópolis, 2024.
Inclui referências.
O objetivo geral desta tese foi investigar os efeitos da interação entre as línguas crioulo haitiano (CH) e português brasileiro (PB), da consciência fonológica (CF) em PB e dos hábitos de leitura em PB no processamento de língua em PB como uma segunda língua por falantes nativos de CH. Para tanto, dois estudos foram realizados separadamente: o Estudo 1 teve como participantes crianças e adolescentes matriculados em escolas públicas e investigou o efeito cognato entre CH e PB e a influência da CF em PB, e o Estudo 2 teve como participantes adultos e investigou o efeito cognato entre CH e PB e a influência dos hábitos de leitura em PB. No Estudo 1, 48 participantes completaram 5 tarefas e 1 questionário: uma tarefa de decisão lexical (DL) visual em PB, uma tarefa de DL auditiva em PB, um teste de CF em PB, um teste de identificação de letras, um teste de vocabulário receptivo em CH e um questionário de histórico linguístico. As tarefas de DL continham 60 palavras cognatas e 60 palavras não cognatas, únicas por tarefa, e 120 pseudopalavras. As palavras foram apresentadas aleatoriamente. Nos dois Estudos, as análises estatísticas foram realizadas no R com modelos lineares de efeitos mistos. No Estudo 1, os modelos não mostraram qualquer efeito significativo das palavras cognatas, nem na tarefa visual nem na auditiva, nem nos tempos de resposta (TR) nem nos acertos. A idade e o tamanho de palavra não pareceram influenciar o resultado nulo. Houve efeito significativo de CF nos acertos na tarefa de DL visual, que foi discutido com evidências de uma relação mútua entre CF, aprender a ler e desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita. No Estudo 2, 35 participantes completaram 4 tarefas e 2 questionários: uma tarefa de DL visual em PB, uma tarefa automonitorada de compreensão de frases (CFr) visual em PB, uma tarefa automonitorada de CFr auditiva em PB, um teste de vocabulário receptivo em CH, um questionário sobre hábitos de leitura em PB e um questionário de histórico linguístico. As tarefas de CFr continham 40 frases em que a quinta palavra era cognata e de 40 frases em que a quinta palavra era não cognata, únicas por tarefa. Após cada bloco fixo de 5 frases, uma pergunta de compreensão sobre a frase anterior era visualmente apresentada. Blocos foram apresentados aleatoriamente. No Estudo 2, os modelos estatísticos não mostraram qualquer efeito significativo das palavras cognatas no reconhecimento de palavras isoladas ou em frase, visual ou auditivamente, nos TRs ou nos acertos. Não houve efeito significativo dos hábitos de leitura em nenhum modelo. O tamanho das palavras não parece ter influenciado o resultado nulo. A ausência de efeito cognato nos dois estudos foi discutida considerando estudos sobre coativação de línguas. Uma explicação especulativa foi proposta. Ela cogita aspectos da Hipótese da Qualidade Lexical, da abordagem da Ativação entre Línguas e da Abordagem de Aprendizado, incluindo influências ambientais no desenvolvimento linguístico, como nível socioeconômico, e diversidade de insumo linguístico.