Avaliação Quantitativa de Risco Microbiológico para o Reciclo de Esgotos Tratados no Cultivo de Arroz Irrigado
Título principal
Avaliação Quantitativa de Risco Microbiológico para o Reciclo de Esgotos Tratados no Cultivo de Arroz Irrigado [recurso eletrônico] / Giullia Birollo Alberton ; orientadora, Maria Elisa Magri
Data de publicação
2024
Descrição física
228 p. : il.
Nota
Disponível somente em versão on-line.
Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental
Inclui referências.
Avaliação Quantitativa de Risco Microbiológico para o Reciclo de Esgotos Tratados no Cultivo de Arroz Irrigado [recurso eletrônico] / Giullia Birollo Alberton ; orientadora, Maria Elisa Magri
Data de publicação
2024
Descrição física
228 p. : il.
Nota
Disponível somente em versão on-line.
Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental
Inclui referências.
Assunto
Engenharia ambiental
Responsabilidade
Alberton, Giullia Birollo
Magri, Maria Elisa
Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental
Idioma
Português
Engenharia ambiental
Responsabilidade
Alberton, Giullia Birollo
Magri, Maria Elisa
Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental
Idioma
Português
Embora já existam projetos de reúso de efluentes implementados no Brasil, ainda há um grande potencial a ser explorado, principalmente na agricultura, setor que mais consome água no país. Apesar de seus benefícios, o reúso de esgotos tratados pode causar danos à saúde dependendo da qualidade do efluente e da sua finalidade de uso. Visto o grande consumo de água pela cultura de arroz e o seu potencial para o reúso, esta pesquisa tem como objetivo avaliar quantitativamente o risco microbiológico para a saúde dos agricultores no cultivo de arroz irrigado no Estado de Santa Catarina. A avaliação de risco analisou a exposição devido a atividade de caminhar dentro das arrozeiras para sua manutenção (Cenário A) e ao imergir as mãos nas quadras de arroz (Cenário B). Ainda, foram avaliados cenários sem (Cenário 1) e com reservação prévia (Cenário 2) do efluente tratado. O estudo foi feito utilizando dados monitorados de E. coli no efluente disponibilizados pela companhia de saneamento responsável pela Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs). As rotas tecnológicas das ETEs selecionadas foram: Filtro Biológico Percolador com Tratamento Físico-Químico e Desinfeção (FPB+FQ+D), Lodos Ativados Aeração Prolongada (LAP) e Upflow Anaerobic Sludge Blanket com Biofiltro Aerado Submerso (UASB+BAS). Através das séries históricas dos efluentes de cada rota tecnológica foram caracterizadas curvas de distribuição de probabilidade. A quantificação do risco foi realizada para os patógenos Rotavírus, Campylobacter e Cryptosporidium utilizando o software @risk através de simulações de Monte Carlo com 10.000 iterações. O estudo indicou que a exposição ao caminhar dentro das arrozeiras e o patógeno Rotavírus representam, respectivamente, a atividade e o patógeno de maior risco para a prática do reuso na rizicultura. Com os resultados obtidos, conclui-se que a reservação prévia é uma estratégia importante para a mitigação dos riscos. Os resultados medianos de risco anual de infecção pelo Rotavírus para o cenário com reservação prévia e exposição ao caminhar nas arrozeiras (Cenário 2A) foram: 0,01% para a rota tecnológica FPB+FQ+D, 0,04% para LAP e 0,09% para UASB+BAS. Portanto, a única rota tecnológica com risco anual de infecção dentro dos limites aceitáveis pela OMS neste cenário é a rota FPB+FQ+D, que inclui uma etapa de desinfecção. No entanto, para o risco anual de infecção médio em todos os cenários estudados, o risco foi maior do que o considerado aceitável pela OMS, evidenciando uma grande variabilidade nos dados de concentração de E. coli no efluente tratado. Conclui-se que a desinfecção e a reservação prévia são etapas essenciais na implantação de ETEs que visem o reuso de efluentes na rizicultura. Além disso, o monitoramento contínuo e uma boa operação da ETE são cruciais para garantir maior segurança frente às variações na concentração de patógenos no efluente.