Covenants contábeis e conservadorismo em companhias listadas no mercado brasileiro
Título principal
Covenants contábeis e conservadorismo em companhias listadas no mercado brasileiro [recurso eletrônico] / Bárbara Carvalho Borges ; orientadora, Suliani Rover
Data de publicação
2024
Descrição física
73 p.
Nota
Disponível somente em versão on-line.
Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Programa de Pós-Graduação em Contabilidade, Florianópolis, 2024.
Inclui referências.
Covenants contábeis e conservadorismo em companhias listadas no mercado brasileiro [recurso eletrônico] / Bárbara Carvalho Borges ; orientadora, Suliani Rover
Data de publicação
2024
Descrição física
73 p.
Nota
Disponível somente em versão on-line.
Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Programa de Pós-Graduação em Contabilidade, Florianópolis, 2024.
Inclui referências.
O objetivo desta pesquisa consiste em analisar a relação entre os covenants contábeis em contratos de debêntures e o conservadorismo de companhias listadas no mercado brasileiro no período de 2010 a 2023. Para atender a esse objetivo, foram analisadas 360 empresas e 369 contratos de debêntures. Foi realizada uma análise descritiva e de regressão, utilizando o modelo proposto por Basu (1997), com a adaptação e operacionalização do modelo proposto por Nikolaev (2010). Como teste de robustez, foi aplicado o modelo proposto por Ball e Shivakumar (2006). Foi observado que os principais indicadores utilizados como covenant contábil são o "Dívida líquida/EBITDA", presente em aproximadamente 98% das debêntures analisadas e o indicador "EBITDA/Resultado Financeiro" que é empregado em cerca de 35% das debêntures, resultados que indicam uma crescente preferência por métricas relacionadas ao capital. A análise da relação entre a emissão de debêntures com covenants e o conservadorismo não indica um aumento no conservadorismo das empresas ao emitir debêntures com covenants. Isso sugere que, no contexto brasileiro, o aumento do conservadorismo pode não trazer benefícios claros para os credores, levando as empresas a não adotarem práticas contábeis conservadoras. Dessa forma, os resultados sugerem que no Brasil não há uma demanda clara por conservadorismo por parte dos credores ao conceder crédito, o que pode levar as empresas a buscarem outras estratégias para obter melhores condições de dívida. É importante destacar que o ambiente legal e institucional influencia o comportamento de credores e devedores no mercado de dívida. Portanto, os resultados são úteis para gestores e credores ao negociarem os termos dos contratos de dívida, especialmente em relação aos covenants. Quanto à análise sobre a redução do conservadorismo à medida que a empresa se aproxima de violar os covenants, os resultados não suportam a hipótese de que quanto menor a folga dos covenants, menor é o conservadorismo das empresas. No entanto, considera-se que as empresas podem ter incentivos variados em relação ao seu comportamento conservador e aos covenants, o que pode influenciar suas estratégias contábeis. Os resultados destacam a complexidade dessa relação e sugerem a necessidade de investigações mais detalhadas para compreender melhor essa dinâmica no contexto econômico brasileiro.