Continuidade do cuidado da pessoa idosa na transição do hospital para a atenção primária à saúde
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Título principal
Continuidade do cuidado da pessoa idosa na transição do hospital para a atenção primária à saúde [ recurso eletrônico ] / Mayara Marta Rodrigues ; orientadora, Angela Maria Alvarez ; coorientadora, Maria Fernanda Beata Neves Alonso da Costa
Data de publicação
2024
Descrição física
185 p. : il.
Nota
Disponível somente em versão on-line.
Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, 2024.
Inclui referências.
Continuidade do cuidado da pessoa idosa na transição do hospital para a atenção primária à saúde [ recurso eletrônico ] / Mayara Marta Rodrigues ; orientadora, Angela Maria Alvarez ; coorientadora, Maria Fernanda Beata Neves Alonso da Costa
Data de publicação
2024
Descrição física
185 p. : il.
Nota
Disponível somente em versão on-line.
Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, 2024.
Inclui referências.
A Continuidade do Cuidado envolve ações de saúde planejadas, coordenadas e integradas, no decorrer do tempo, em diferentes sentidos na rede de atenção à saúde; seus benefícios estão relacionados com a melhoria da satisfação entre os pacientes, efetivação da articulação das redes de atenção à saúde, redução dos custos e diminuição das internações hospitalares evitáveis. Objetivo: Promover a Continuidade do Cuidado da pessoa idosa na transição do hospital para Atenção Primária à Saúde. Método: Trata-se de uma Pesquisa Convergente Assistencial, realizada com 30 idosos e seus familiares/cuidadores e sete enfermeiros de uma unidade de clínica médica de um Hospital Universitário do Sul do Brasil. A pesquisa teve como referencial teórico a teoria das Transições de Afaf Ibraim Meleis. A coleta de dados ocorreu entre os meses de janeiro e junho de 2023, por meio de cinco etapas: identificação dos idosos hospitalizados com necessidade de continuidade do cuidado, avaliação, capacitação das demandas identificadas, realização da contrarreferência para Atenção Primária e acompanhamento após alta hospitalar através de teleconsultas. A análise dos dados subjetivos ocorreu conforme os passos descritos pela Pesquisa Convergente Assistencial enquanto os dados objetivos foram analisados de maneira descritiva simples. As questões éticas cursaram todo processo de investigação e obteve-se a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina. Resultados: A partir das etapas identificação e avaliação foram conhecidas as necessidades de atenção à saúde dos pacientes, as quais puderam ser associadas a condições facilitadoras e inibitórias no processo de transição e permitiram o direcionamento das ações de planejamento da alta. Para a etapa de capacitação foi elaborado material educativo voltado às necessidades de cuidado pós-alta hospitalar da pessoa idosa. As principais demandas foram referentes à necessidade de identificação dos sinais de alerta, cuidados com medicações, alimentação, prevenção de lesão por pressão e quedas e cuidados com lesões/curativos. A contrarreferência foi realizada através do contato prévio a alta com a Unidade Básica de Saúde do paciente para agendamento de consulta na APS, e-mail de contrarrefêrencia e entrega de documentos relacionados à hospitalização, entre eles o plano de cuidados para alta. Não se obteve sucesso na contrarreferência de todos os participantes visto a dificuldade de contato/comunicação com as unidades básicas referência do paciente. Por fim, o acompanhamento via teleconsulta possibilitou o esclarecimento de dúvidas em tempo oportuno contribuindo para evitar a busca desnecessária da emergência, continuidade do cuidado na APS e em outros pontos da rede de atenção à saúde, bem como o conhecimento de dificuldades enfrentadas no retorno ao domicílio pós-alta hospitalar. Considerações finais: As ações para promover a transição e a continuidade do cuidado na APS, a exemplo do planejamento da alta, são possíveis de serem implementadas no ambiente hospitalar desde que elaboradas e pensadas de maneira que possa ser incorporada à prática assistencial. Quando iniciadas precocemente e voltadas às necessidades de cuidado da pessoa idosa favorecem a transição segura ao domicílio, a manutenção da saúde da pessoa idosa reduzem o risco de reinternações e idas à emergência e evita que o indivíduo se perca na malha assistencial por descontinuidade dos serviços.