A neuropsicologia de entresse de face de experiências adversas na infância evidências obtidas pela curva de cortisol e a Escala de Stress Infantil (ESI) em crianças de 8 a 14 anos de idade das escolas municipais de Curitiba
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A neuropsicologia de entresse de face de experiências adversas na infância [recurso eletrônico] : evidências obtidas pela curva de cortisol e a Escala de Stress Infantil (ESI) em crianças de 8 a 14 anos de idade das escolas municipais de Curitiba / José Wladimir Freitas da Fonseca ; orientador, Aderbal Silva Aguiar Junior
Data de publicação
2024
Descrição física
230 p. : il.
Nota
Disponível somente em versão on-line.
Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2024.
Inclui referências.
A neuropsicologia de entresse de face de experiências adversas na infância [recurso eletrônico] : evidências obtidas pela curva de cortisol e a Escala de Stress Infantil (ESI) em crianças de 8 a 14 anos de idade das escolas municipais de Curitiba / José Wladimir Freitas da Fonseca ; orientador, Aderbal Silva Aguiar Junior
Data de publicação
2024
Descrição física
230 p. : il.
Nota
Disponível somente em versão on-line.
Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2024.
Inclui referências.
Nos últimos anos, diversos estudos procuraram demonstrar que as experiências adversas na infância têm um grande impacto tanto na infância como na vida adulta. Entende-se aqui por experiências adversas o abandono, maus-tratos, violência contra o vulnerável e condições socioeconômicas desfavoráveis como, por exemplo, a pobreza, índice de renda muito baixo e região de violência urbana. Estudar o estresse na infância por conta de experiências adversas é um grande desafio. A maioria dos estudos se concentra em três eixos de investigação: análise do cortisol por diversos métodos, que compreende saliva, urina, cabelo, unha, suor, líquido cefalorraquidiano, plasma e soro; análise do estresse por meio das mais variadas escalas de estresse para infância e adolescência; e a associação do cortisol com escalas do tipo Trier Social Stress Test (TSST), que consiste em um experimento cujo participante se expõe falando em público e depois realiza uma tarefa mental. Independentemente do método para avaliar o estresse infantil, há um ponto de convergência entre os estudos, que é a desregulação do eixo HPA, os impactos no SNS e no SNAM e a produção de cortisol. Particularmente, a desregulação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) é característica de diversas patologias neuroendócrinas e psicopatologias como, por exemplo, a depressão e a ansiedade. Isso ocorre por conta dos efeitos dos glicocorticoides, mediados por receptores intracelulares, como os receptores de glicocorticoides. Neste processo, o cortisol ocupa um lugar central na investigação para avaliar casos de hiperatividade ou hipoatividade do eixo HPA. Em se tratando dos métodos para avaliar o cortisol, o mais empregado é o cortisol salivar. No entanto, estudos bem recentes demonstraram que avaliar o RCA (Resposta de Despertar do Cortisol), que consiste em uma coleta da manhã, pode levar a diversos equívocos sugerindo que a curva de cortisol é o mais apropriado para obter uma resposta mais adequada da variabilidade do cortisol. Neste contexto, procuramos identificar o estresse infantil a partir de um estudo com crianças de 8 a 14 anos de idade com emprego da ESI e da curva de cortisol em três pontos (manhã, tarde e noite), que possibilitou compreender um pouco sobre a psiconeuro-endocrinologia do estresse infantil. Este estudo contribuirá para a reflexão do desenvolvimento de abordagens preventivas, diretas e de conscientização dos pais e cuidadores, além de nos interrogar sobre o papel das políticas públicas neste contexto. Os resultados desta tese demonstraram que o emprego da ESI (Escala de Stress Infantil) aplicada em 206 participantes de ambos os sexos (85 do grupo feminino) e (121 do grupo masculino), e a coleta salivar, quatrocentos e oitenta e nove (489) amostras de saliva, conseguiu identificar o estresse agudo e crônico. Além disso, calculamos dois modelos logísticos: o modelo Logístico Binário e o modelo Logístico Ordenado. No modelo Logístico Binário correlacionamos os resultados da ESI e os resultados da curva de cortisol onde os resultados foram estatisticamente significativos. No modelo Logístico Ordenado correlacionamos todas as fases da ESI (Alerta, Resistência, Quase-Exaustão e Exaustão) com os três pontos da curva de cortisol (manhã, tarde e noite) em que os resultados também foram estatisticamente significativos. Os resultados do presente estudo nos permitem ensejar estudos adicionais para investigar o estresse infantil resultante das experiências adversas, procurando associar, além da ESI e da curva de cortisol, outros métodos de investigação para identificar o estresse infantil.